Uma platéia de aproximadamente 120 pessoas assistiu, nesta quinta-feira (11-11), ao Fórum Brasil Biodiversidade Pós-COP 10 de Nagoya, promovido pela Syngenta e CEBDS – Conselho Empresarial Brasileiro para Desenvolvimento Sustentável, no Hotel Transamérica, em São Paulo. O presidente da Syngenta Proteção de Cultivos América Latina, Antonio Carlos Guimarães, abriu o Fórum ressaltando que a tecnologia será a aliada estratégica da agricultura para que haja aumento da produção agrícola, sem que ocorra a necessidade de expansão para novas áreas. “Nosso desafio é produzir mais com menos uso de recursos naturais”, afirmou.
Guimarães destacou que o aumento da produção para 5,2 bilhões de toneladas nos próximos 40 anos, só será possível com o investimento em tecnologia e a parceria entre os diversos setores da sociedade. “Um dos principais desafios do Brasil é conquistar a evolução do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) sem que o Índice da Biocapacidade por Habitante (ferramenta que mensura o uso da Biodiversidade por habitante) cresça na mesma proporção”.
A abertura do Fórum contou ainda com as apresentações da presidente do CEBDS, Marina Grossi, da coordenadora de Biodiversidade e Recursos Naturais da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, Helena de Queiroz, e da Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Em sua exposição, a ministra ressaltou que a mudança do modelo de desenvolvimento é fundamental. “Na minha opinião, não existe divergência entre os setores públicos e privados, ao contrário, há convergência porque precisamos de interlocutores nos mais diversos segmentos sociais. E nesse contexto, implementar a agricultura sustentável é estratégico para garantirmos o desenvolvimento do país”, afirmou a ministra.
O Fórum teve ainda a palestra “Visão Geral dos Compromissos Pós-Nagoya e sua relevância para os negócios” do americano Jonathan Lash, presidente do World Resources Institute. O especialista enumerou três caminhos que podem ajudar a viabilizar um mundo mais sustentável: o aumento da produtividade agrícola, a adoção de tecnologias para reduzir as adversidades do campo (clima e doenças) e o investimento em novas fontes de alimentos, como o uso mais intenso de proteína vegetal.
A programação incluiu ainda uma mesa redonda sobre os compromissos pós-Nagoya e sua relevância para os negócios, em que debateram também o pesquisador do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE), Rodrigo Lima, e o diretor de Sustentabilidade da Philips do Brasil, Walter Duran.